A semana de 40 horas foi aprovada. Quanto ela custa à sua operação em Santa Catarina?
O Simulador de Transição de Jornada calcula, com os números da sua empresa, o déficit de horas, a inflação do custo-hora e o custo de cada estratégia de cobertura nas fases de 42h e 40h, mês a mês, com o calendário de demanda da sua região.
Mesmo salário, menos horas: 2h e depois 4h a menos por empregado, toda semana. Fase 1 em 60 dias da promulgação; fase 2 doze meses depois, com dois dias de descanso semanal.
Três efeitos que a folha sente antes do caixa
Capacidade por pessoa
Com 30 empregados, são 120 horas semanais a menos na fase 2. É o equivalente a três postos de 40h que deixam de existir.
Déficit = máx(0, Demanda − N × J)Custo de cada hora
O salário não muda; o divisor cai de 220 para 200. Hora extra, adicional noturno e reposição passam a ser calculados sobre uma hora mais cara.
Δc/h = 44 ÷ J − 1Gente por posto
Em operação de 7 dias, a escala 5x2 exige 1,4 pessoa por posto, contra 1,17 na 6x1. A presença média diária cai cerca de 17% com o mesmo quadro.
Presença = N × dias trab. ÷ dias op.O pico de cada região chega em um mês diferente
No litoral, o verão coincide com a fase 1. Na Serra, o aperto é em julho. No Vale, outubro pesa mais. O motor aplica o calendário da sua região a cada um dos 12 meses, e você pode trocar o perfil pelo seu faturamento real.
Perfis de referência por vocação econômica, para ponto de partida. Clique numa região para usá-la no simulador.
Quatro vetores, calculados em sequência
Cada número sai de uma fórmula com premissas visíveis e editáveis. O relatório mostra a conta, não apenas o resultado.
Diagnóstico de capacidade
Demanda calibrada pela folha e horas extras atuais, ou por postos e horário. Déficit semanal e FTE equivalente em cada fase.
Impacto financeiro
Custo-hora pelos divisores 220, 210 e 200, encargos por regime, custo por FTE reposto e checagem contra o piso estadual.
Cenários de mitigação
Rearranjo de turnos via acordo coletivo, contratação estrita e automação administrativa, custeados mês a mês.
Calendário de estresse
Demanda de cada mês pelo perfil da região ou pelo seu faturamento, com pico, vale e meses que exigem temporários.
Do diagnóstico à transição implantada
- Vetores 1 e 2 na tela
- Déficit de horas e FTE por fase
- Inflação do custo-hora e piso estadual
- Os quatro vetores completos
- Custo anual dos três cenários, mês a mês
- Calendário de estresse da sua região
- Relatório para diretoria e contabilidade
- Cartão ou Pix
- Pacotes de relatórios para escritórios contábeis
- Várias unidades e regiões
- Desenho de escalas 5x2 e subsídios para acordo coletivo
Rode com os números da sua empresa
Os resultados atualizam a cada alteração. Os campos já vêm com um exemplo para você ver o motor funcionando.
O que o motor assume
Cronograma da PEC conforme o texto aprovado: 42h e dois dias de repouso 60 dias após a promulgação; 40h doze meses depois, sem redução salarial. Jornadas especiais dependem de acordo ou convenção coletiva.
- Salário mensal constante; custo-hora pelo divisor 5 × J (220, 210, 200).
- Hora extra com adicional de 50% e reflexo de 1/6 no DSR, sobre a mesma alíquota de encargos.
- Encargos sugeridos por regime (Simples 37%, Presumido 68%, Real 70%) são estimativas; use o percentual da sua contabilidade.
- Demanda de cada mês = demanda média × (1 + elasticidade × (índice do mês − 1)), com piso de 30%.
- Excedente de horas acima do teto de HE é coberto por contratação no próprio mês (temporária no pico).
- Custo adicional comparado à estratégia de cobertura mais barata sob a regra atual de 44h.
- Piso estadual de SC: Lei Complementar 895/2026, quatro faixas, retroativo a 1º/1/2026. Convenções coletivas costumam fixar pisos maiores.
- Empregados com diploma superior e salário acima de 2,5 tetos do INSS ficam fora da regra e não devem entrar em N.
- Resultado de apoio à decisão. Não substitui análise jurídica e contábil.